понедельник, 29 декабря 2014 г.

O tempo parou na Rússia - o país muda a sua pele?

Parece que a festa de Ano Novo é a festa mais integradora para os russos. O Natal não abarca a todos (muitos russos são ateus, muçulmanos, budistas, católicos, judeus). Infelizmente a festa do Dia da Vitória também está perdendo seu brilho por causa do antisovietismo totalitário dos últimos 40 anos, quando os grupos governantes de Gorbachov, a Cabeça Quebrada e de Yeltsin, o Bêbado apagando o passado soviético sem mesmo dar-se conta danificaram o núcleo do inconsciente dos russos: ficou questionada a Vitória. As novas festas, inventadas para substituir as antigas festas soviéticas, ainda não são convincentes para todos. Igual à síntese do grupo de Putin, que tentando combinar os discursos dos brancos e dos vermelhos, obviamente continua sendo mais pró-branco. Assim sendo o neutro Ano Novo ficou a maior festa do país.

O Ano Novo na Rússia tem sua tradição, que se formou na época da URSS, mas não tem fortes conotações políticas. O Ano Novo é todo um mistério das saladas e bebidas rituais, certos filmes na televisão (comédias, musicais), cheiro de tangerinas, árvores do Ano Novo (quase não dizemos "árvore de Natal") e a coisa mais importante é o discurso do líder da nação na véspera do Ano Novo. 

O presidente, ou seja, secretário geral do PCUS uns minutos antes do inicio do Ano Novo oferece um breve pronunciamento à nação e logo a gente olha no relógio principal da Rússia, que se encontra na Torre de São Salvador do Kremlin de Moscou, a gente conta os 12 últimos segundos e depois brinda, ouvindo o hino nacional. Comemos as saladas... e a gente corre para escrever os livros geniais, músicas e bailados, poemas e fórmulas matemáticas, para desenhar as armas supernovas, etc.

O Ano Novo é impossível sem o relógio da Torre de São Salvador. Este relógio não só marca as horas e os anos novos, mas também marca as épocas. Assim, no início da época de Pedro, o Grande, o relógio que marcava tempo para o Tsarado de Moscou, foi trocado por um novo relógio, que marcaria passo do tempo para o Império Russo de Pedro.


Se o relógio dos tsares era tradicional, com letras em vez de números (17 letras segundo a máxima duração do dia em verão), o novo relógio do imperador Pedro I já os tem, é um relógio holandês (Pedro modernizou o país ao estilo holandês).

Com Pedro começa o período de São Petersburgo, o alto tempo dos Romanov, quando o país no início do século XX quase virou uma colônia do Ocidente. Na época de Catarina, a Grande um prefeito de Moscou até instalou na Torre de São Salvador um relógio, que cantava a canção alemã "Oh du lieber Augustin"! Que vulgaridade e macaqueamento! Mesmo típico para Catarina II. Como disse Pushkin, "a imperatriz perversa perverteu seu império".

O relógio atual foi feito na Rússia, é do governo de Nikolai I, um dos melhores tsares dos Romanov, que enfrentou o segundo "Maidan" da Rússia - a Revolta Dezembrista de 1825 (o primeiro Maidan foi o Período de Distúrbios de 1598-1612), mas Nikolai I não conseguiu modernizar o país, embora que quisesse disciplinar as elites. Desde Nikolai I o carrilhão duas vezes por dia tocava as melodias da "Marcha do Regimento Preobrazhenski" e "Сomo é glorioso nosso Senhor em Sião" de D.Bortnianski. A "Marcha do Regimento Preobrazhenski" chefiado pessoalmente pelos imperadores passava a idéia do serviço da nobreza ao estado e o hino religioso legitimava a monarquia.

Lamentavelmente a nobreza não era fiel e levou o país para o terceiro "Maidan", para a revolução de 1905-1917.

Em 1917 mais uma vez o tempo parou no Império. O relógio da Torre de São Salvador deu errado por um míssil dos bolcheviques, que estavam tomando o Kremlin. Não é de se estranhar que depois de subir ao poder Lenin adivinhasse: "É necessário que este relógio comece a falar nossa língua". Assim o relógio começou a tocar "A Internacional".

Mas "A Internacional" era pobre demais para ser "nossa língua" - depois de expulsar os demônios da Revolução Stalin, o Grandíssimo quer modificar o relógio para tocar o "Hino da URSS" de 1943. Mas este projeto não deu certo, só tiraram "A Internacional".

Os demônios expulsos por Stalin voltaram com Gorbachov e possuíram Yéltsin. Vocês já entendem que cada vez quando a Rússia entra nos tempos de anarquia, o relógio de São Salvador muda de alma e fala uma língua própria da época. No desenvergonhado período de Yeltsin nosso São Salvador cantava as melodias da ópera "A vida pelo tsar".

Putin acabou com esta zombaria e recuperou o hino estalinista, só mudou a letra (o poeta que escreveu a nova letra "desestalinizada" foi o mesmo senhor que tinha escrito a letra para Stalin) e desde 2000 São Salvador canta para a gente a melodia do hino da URSS, só está proibido pronunciar as palavras. A letra é nova, mas ninguém quer aprendê-la, nem esportistas mesmos. Cantamos baixinho a letra antiga.

Na véspera do Ano Novo 2014 não vamos ver nosso São Salvador. É simbólico que justo nestes dias, quando damos de cara com um enésimo Maidan em nossa história o grupo governante volta a trocar a alma da Torre de São Salvador. Faz umas duas semanas a Torre de São Salvador foi coberta com andaimes. 

Esperamos que se acabe o tempo de um Putin Bonzinho e que comece o tempo de um Putin, o Severo (como foi no caso de Ivã, o Severo, que gobernou o país depois de um desastre da oligarquia e também tinha 2 fases em seu governo. Sua alcunha esta traduzida erroneamente como "o Terrivel" - justo pela característica da segunda fase de seu reinado, quando ele virou "o Severo" para a nobreza).

Esperamos que o carrilhão renovado não comece a cantar "A vida pelo tsar", nem "A Internacional", cujas melodias fundem em "Oh du lieber Augustin".

Acreditamos que a maioria dos russos depois de ouvir 12 golpeias de carrilhão (ele vai ser virtualizado com lazeres) faceemos um desejo comum - o desejo de uma revolução desde cima e não de um golpe orquestrado pelas elites. Depois da Criméia o grupo governante de Putin recebeu um crédito real do povo, mas as taxas de juros são altas e o grupo governante de Putin tem que trabalhar duro para sobreviver. Agora suas vidas e honras como nunca dependem do povo.


Editado por Eduardo Consolo dos Santos

суббота, 27 декабря 2014 г.

Anel de Ouro: Yaroslavl


Yaroslavl, 270 km de Moscou.

Foi uma cidade sumamente importante na época, quando a principal rota comercial da Rússia era "Mar Branco - rio Volga - Mar Cáspio". Naquele tempo, a Rússia ainda não tinha saída para o Mar Báltico. 

Assim pela Rússia os holandêses e inglêses podiam ter os negócios com Pérsia (as famosas tulipas holandêsas são da Pérsia!). E a cidade de Yaroslavl era a capital econômica deste comércio internacional. As igrejas de Yaroslavl tem muitos motivos orientais: os campanários parecem minaretes, as igrejas estão decoradas com azulejos: pela mesma influência persa. São tantas igrejas, que pela abundancia das cúpulas a cidade parece um feixe de rabanetes!

A cidade era tão importante para os negócios, que os estrangeiros nem sempre tinham tempo para visitar Moscou, porque o período da navegação era só de 2 meses. O Mar Branco (pelo qual eles chegaram à Rússia) é chamado assim porque quase sempre está congelado. Agora vocês entendem porque a Rússia desde Ivã IV queria sair para o Mar Báltico e para o Mar Negro? O Mar Branco (ou seja Congelado) não era suficiente! Neste sentido, os bálticos e os poloneses historicamente foram parasitas da economia russa (sendo intermediários desnecessários no negócio entre a Rússia e Europa). Por isso, mesmo hoje estes países limítrofes são tão importantes para os EUA, como uma ferramenta de separação da Europa da Rússia.

O centro histórico de Yaroslavl é considerado como um patrimônio da humanidade pela UNESCO. Embora que o centro não tenha coisas geniais tipo São Basílio da Praça Vermelha de Moscou, tem uma atmosfera provinciana dos prédios de 2 a 3 andares, subidas e baixadas, ruas pequenas, etc. É muito bacana.

Não se esqueçam do rio Volga! É impressionante!

Igual que a história de Yaroslavl: a cidade foi a capital da Rússia na época de revoltas do século XVII, quando Moscou aceitou o poder dos poloneses. Yaroslavl protagonizou a Guerra Civil depois da Revolução Russa e tem muitas histórias para contar!

Aqui tem mais fotos de Yaroslavl em meu grupo de facebook "Moscou em português": 

четверг, 25 декабря 2014 г.

A origem do brasão da Rússia

É curioso o fato de que os eurasianos questionem a versão geral da origem do brasão da Rússia. É que a águia bicéfala aparece nas moedas da Horda de Ouro já no século XIII - deste jeito o símbolo pode ter passado para a Rússia através dos mongóis no século XIII e não dos bizantinos no século XV (como acham os historiadores convencionais).
É possível que os mongóis tenham obtido este símbolo do Império Bizantino, assim como também é verosímil que o símbolo seja originalmente dos mongóis.
Contudo faria sentido que na época da queda simultânea de Constantinopla e da Horda de Ouro o governador da Rússia Ivã III se aproveitasse da situação e oficialmente pegasse o "bastão" da águia bicéfala dos bizantinos, formulando de tal jeito a ideia da Rússia como Terceira Roma, herdeira da Roma e de Constantinopla. A Turquia naquele tempo recebeu dos bizantinos sua lua e estrela (que foram o brasão de Constantinopla).

As primeiras imagens da águia bicéfala vêm do 3º milênio a.C. nas terras do Império Hitita. Há registros mostrando que os hunos também usavam a águia bicéfala em suas bandeiras (séculos II-V).

понедельник, 15 декабря 2014 г.

metrô de Moscou: monumento ao "Super-Homem" Soviético


Todo mundo sabe que o Metrô de Moscou Lenin é o museu mais barato e mais popular da capital russa (cerca de 12 milhões de amantes da arte comparecem ao metrô por dia). A entrada custa menos de US$ 1,00/um dólar e você pode permanecer das 06:00 às 01:30!

Sim, ficamos aqui das 06.00 até a 01.30. É isso mesmo, moramos no metrô! 

Assim, é normal conhecer uns aos outros no metrô para logo se casar. Durante a Grande Guerra Patriótica as mulheres davam à luz no metrô, refugiadas dos bombardeios do fascismo europeu por baixo da terra.

Entre as 200 estações umas 50 são verdadeiras obras de arte que representam o gênio dos povos da URSS e o período heroico dos anos 30-50. O projeto do Metrô de Moscou era um dos principais projetos da industrialização estalinista, igual à Estação Hidroeléctrica Dniépr, a Planta Metalúrgica em Magnitogorsk, MMC Norilsky Nickel, etc. - as empresas que até agora mantêm vivo o espaço pós-soviético. 



Claro, nosso metrô é um templo do "comunismo russo", cujas ideologemas hoje para algumas pessoas podem parecer obsoletas e, pelo contrário, para outras pessoas são super atuais. Ao mesmo tempo é uma obra-prima da arte da engenharia, arquitetura e desenho. Cada decímetro quadrado do metrô é importante por sua mensagem, tudo foi bem pensado: o chão, as paredes, o teto, as lustres, o efeito da iluminação, etc.

Os críticos podem dizer que o metrô de Moscou é clássico demais, coletivista, totalitário (como a igreja) que não vemos aqui nada individual, nada íntimo, romântico, burguês.

Só podemos rir desses vulgares reproches. Por trás de cada mosaico, afresco, estátua está escondida uma tragédia ou anedota. O problema é que seu guia, contratado por uma agência parasita, não tem tempo para lhes contar tais histórias.

Por exemplo na estação "A Praça da Revolução" vemos 76 estátuas de bronze, que representam o desenvolvimento da Revolução Russa dos anos da Primeira Guerra Mundial através da Guerra Civil até o período da reconstrução do estado renovado. Nesta estação a gente supersticiosa costuma tocar o focinho de cão da estatua de um Guarda de Fronteiras, acham que isso pode trazer sorte. Por isso o focinho ficou polido e brilhante e como a maioria dos supersticiosos são estudantes da Universidade Bauman, o cão é conhecido como o cão de Bauman. Bauman é bastante famoso, não vou falar dele.

Quero lhes informar que cada uma das 76 estátuas também tem sua história pessoal!

Assim, para a estátua de um Marinheiro Sinalista posou um tal Olimpii Rudakov, naquele tempo simples marinheiro. Na época da Grande Guerra Patriótica Olimiii Rudakov virou assistente de capitão, mas foi condenado à morte igual a seu capitão por não ter ido embora por último de seu barco durante o naufrágio. A pena de morte foi trocada pelo serviço num batalhão penal da artilharia. Em um ano ele recuperou sua honra e voltou a ascender até asistente de capitão.

Depois da guerra o cara continuava sua carreira e até foi eleito para representar a URSS na cerimônia da coroação da rainha do Reino Unido Isabel II! A anedota diz que o piloto inglês mandado para nosso barco para estacioná-lo no pier estava bêbado. Por isso Olimpii Rudakov rejeitou seus serviços e ancorou seu cruzador a grande velocidade independentemente.

Os ingleses ficaram muito surpreendidos com a habilidade do capitão soviético. Isabel II o condecorou antes de atender aos almirantes de outros países! Alem disso, o escolheu para a primeira dança. O cara era legal!

Igual ao protótipo para a estátua de um estudante, que está lendo um livro. Campeão no salto em altura, Arkadi Guidrat desapareceu durante a guerra, sua mulher até a morte visitava a estação da "Praça da Revolução" para se encontrar com seu marido, trazendo flores e sua filha, que tinha visto seu pai pela última vez, quando tinha 4 anos.

Há pouco a filha do campeão recebeu as notícias oficiais da morte de seu pai. Seu corpo foi encontrado só 59 anos depois de sua morte pelos escavadores entusiastas, perto de Leningrado.

Arkadi Guidrat morreu no inferno das Alturas de Siniávino, protegendo um setor de 10 km, que foi o lugar mais vulnerável da defesa da cidade-herói.

São apenas 2 historias pessoais de uma só estação, imaginem quantas mais temos!

вторник, 26 августа 2014 г.

a Santa Rússia vs a Humanidade Luciferiana







Heydar Jamal, líder do Comitê Islâmico da Rússia, é um filosofo do islã político, o qual para ele é um novo bolchevismo, que teoricamente poderia conservar a integridade do "território político" entre o Mar Báltico e a ilha Sakhalina. Me pareceu interessante e poética sua visão da Rússia, fundada na filosofia religiosa, fronteiriça com "new age" e "prensa amarela".

A Rússia de Heydar Jamal é um espaçador entre a Roma pagã (Ocidente) e a Shambhala pagã (Oriente), que não dá para se encontrar estas duas cabeças do Reino da Besta. A Rússia é uma zona de resistência entre os pólos do Ocidente pagão e o Oriente pagão.



A Rússia

"...o território da Rússia é um espaço indefinido e sem fundo ("buraco negro" segundo Brzezinski) entre o Ocidente e Shambhala. Entre o "comitê da recepção do Anticristo", que fica na Europa, e aquele lugar, de onde o Anticristo tem que vir!


A Rússia é um composto de seis bandas verticais (no sentido geográfico) ou áreas, conectadas juntas como peças de um espeto. Isso é a Rússia Ocidental (ou Rus´) - o território que chega até o rio Dniepre e a Bielorrúsia. Lá estão também o Noroeste e a Lituânia e esta área termina ao lado de Smolensk. Logo segue a Rus´ interior (não chernossolo): o mesmo Moscou, Tambov, Oriol, etc., logo segue a Rússia Central-euroasiática - Idel-Ural ou região de Urais e rio Volga, que no sul sai para o Cáucaso setentrional e o Mar Khazar (na língua persa - "Mar Cáspio"). Logo segue a Siberia ocidental, conectada com o Grande Turan, a saída para o Cazaquistão, Altaï e as regiões profundas dos turcos orientais. Logo segue a Sibéria Oriental, conectada no sul com as terras "amarelas" e tão querida pelos xamãs paleoasiáticos, cuja tradição é um eco deformado do Taoísmo. Finalmente o Kraï do Litoral é uma saída para o Oceano Pacífico, a Última Terra, o notório Estreito de Bering, que no século passado e antepassado era uma explicação para os cientistas das origens da gente no Novo Mundo.


Assim são seis pedaços gordos, ligados por um espeto comum. E que tipo de espeto é este? Pode ser qualquer coisa até que sirva para conectar o rio Dnieper com a costa do Pacífico. É uma consolidada comunicação administrativa entre todas as seis regiões, que torna todo este espaço intransitável para o Ocidente. Você pode perguntar o que era esta conexão antes de Chingiz? Eram os hunos, eram os movimentos do Grande Turan, que incluíam não apenas aos nômades turcos, mas também aos iranianos (Saki, Masagety, etc.). Não é à toa que o rio Ob tem um nome iraniano (Indo-Europeu), que significa "água".

O mistério deste território também é que cada uma das seis bandas como se supervisione em sua saída de sul uma área especial debaixo. Assim a Rus´ Ocidental e a Rus´ Mediana estão endereçadas para a Costa do Mar Negro e parcialmente para o Cáucaso Ocidental; o Idel-Ural está bloqueando o Cáucaso Oriental e a região da Costa do Mar de Cáspio, etc. E o espeto integrador é uma coisa técnica até aquele último momento, quando deste território político vai se precisar a certeza respeito a Shambhala.

À luz deste argumento a lógica dos historiadores russos, que a Rússia "salvou" a Europa dos tártaros-mongóis, pode ser questionada. Como se esses historiadores estivessem terrivelmente preocupados pelo destino da civilização cristã medieval! Na verdade, esta área - não só a Rússia naquele tempo, senão todo o território, com a participação do litoral do Pacífico, não deu a Genghis Khan para se conectar com a Europa. Porque não há nenhumas dúvidas do que Genghis Khan foi um enviado plenipotenciário de Shambhala.

Os manhosos geopolíticos maçons e seus marionetes falam sobre uma Europa de Dublin até Vladivostok. Alguns disseram de Lisboa até Vladivostok...

<...>.

Escusado será dizer que esta idéia foi desenvolvida por aqueles que querem estender o tapete vermelho no qual o imperador 25 de Shambhala virá à Cidade Eterna para conectar o submundo da Idade de Ouro, com a capital do Caesars. E qual é o slogan da capital do Caesars? Qual é o slogan da "Besta do Abismo"? Hierosolyma est Perdita («Jerusalém deve ser destruído") - este é o lema com que legiões de Tito e Vespasiano, Trajano e Adriano avançaram para destruir a primeira capital do Monoteísmo!

E agora os seguidores dos assuntos pagãos romanos e dos crusados-bafométicos são os sionistas que organizaram seu "Israel" como uma paródia sombria da promessa escatológica judaica. É preciso ser cego para considerar o "Israel" como algum estado "judeu" - é a mesma mão de ferro do Ocidente, que era o Reino Latino de Jerusalém, estabelecido pelos senhores alemães nove séculos atrás. A propósito, não se enganem, que os crusados, em virtude do sinal usado no manto do cavaleiro, não são da Guarda de Shambhala. Cruz - é apenas um símbolo solar que existiu no Irã e Roma muito antes de Yeshua e que não foi usado pelos cristãos como seu próprio emblema pelo menos nos dois primeiros séculos...

Então aqui esta o ponto: a Rússia é um espaço que não dá para se ligar o anodo e o catodo dentro da bateria eléctrica do tempo - a fim de produzir o fogo que poderia queimar o tempo restante, privando-nos, um pequeno destacamento dos monoteístas dentro da humanidade Luciferiana, de uma chance de redenção. É um território político"!

Para Heydar Jamal a Rússia é um Norte absoluto, Bórea, uma zona do radicalismo, onde os radicais do mundo inteiro negam o mundo existente, aqui a consciência luta contra o ser.


"...em 1917 aqui foram liquidados os Romanov e isso foi a maior conquista metafísica da história mundial. Depois disso a Rússia com um pé saiu do Sistema. Toda a história que flui na Rússia depois de 1917 é uma luta entre aqueles que querem realizar uma retirada total da Rússia do Sistema (Oeste) e aqueles que querem levá-la de volta. Se os últimos conseguem fechar esta lacuna na cidadela de ordem mundial, a humanidade não terá a menor chance. Se poderá esquecer sobre o sentido de liberdade e justiça". 



***

O Leste

"...
Eu disse antes que o território da Rússia é, independentemente do regime, é um território político. Motivo: a Rússia desempenha o papel de "isolante". Este "isolante" entre o Ocidente e o Tibete, cobiçado pelo estabelecimento de nível superior. Os britânicos estavam ansiosos para o Tibete ... III Reich foi para o mesmo endereço... E isso é apenas a ponta do iceberg. Em 1902, o exército britânico entrou em Lhasa. O homem comum percebe isso como a imprensa amarela. No entanto, muitas coisas com sotaque de New Age de fato são a linha central da cosmovisão dos donos do mundo. O Dalai Lama é central, como o Papa.

A China ocupou o Tibete, retirando o Lamaísmo do volume de negócios políticos da Maçonaria ocidental. A China puxou a ficha sobre o projeto "Ungern". Ocidente continuamente está tentando descobrir o trânsito através da Rússia para o Leste. Eles não estão interessados ​​em Nakhodka nem em Vladivostok... O objetivo do Ocidente é a região ocidental da República Popular da China, que inclui Xinjiang, Tibet, e "Grande Mongólia". A propósito, a "Grande Mongólia" inclui Buryatia, Tuva, Altai, Khakassia, Shoria. Baikal - também é uma parte disso (são regiões da Rússia). Este é do que eles precisam! Não para o petróleo, não para o gás! A Rússia como um "isolante", a República Popular da China como um "neutralisador" - são a principal dor de cabeça do "Alto Ocidente".

O Dalai Lama é uma figura simbólica, o macro-sacerdote mais importante do campo ecumênico brahmanical. Porteiro de Shambhala. O "Atlantismo" e "Himalaia", se não houvesse um "isolante" de 17 milhões de quilômetros quadrados, formariam um "arco voltaico" do domínio absoluto sobre o mundo. Todos os governantes do nosso mundo satânico se formam na fila para prestar homenagem ao imperador do Kalachakra. Mas em seu caminho fica um "buraco negro". A formação deste "buraco negro" é providencial. Ela existia antes de Genghis Khan, que tentou preenchê-lo. Ele pelo contrario correu para o Ocidente.

Para 300 anos estendeu a colonização dos Romanov do "buraco negro" nos passos de Genghis Khan, apenas na direção oposta. Os Romanovs percebiam o tema da Shambhala muito seriamente: Peter Badmaev (Zhamsaran) não só influenciou em Nikolaï II, mas também organizou uma guerra russo-japonesa. O Romanov deve ser visto como um puro fantoche do Ocidente a esse respeito. A guerra com Tóquio foi uma guerra pela China, mais precisamente - pelo Tibete. <...>. Naquele tempo não havia uma China anti-tibetana, que se opõe ao Dalai Lama e seus protetores ocidentais.

A propósito deve-se ter em mente que a China sempre foi anti-tibetana - desde aquele momento quando o budismo chegou à China. Os mesmos Talibãs pelo fuzilamento dos Budas em Bamiyan devem ser condecorados com as medalhas do Congresso Nacional dos Representantes do Povo da China. O contato do patriarca da Igreja Ortodoxa Russa com a China mostra que a Igreja Ortodoxa Russa não espera se integrar no campo ecumênico do alto clericalismo.

As soberanias nacionais, opondo ao governo mundial, devem ter um núcleo religioso. São aqueles sujeitos religiosos, que em princípio não podem ser integrados no Bramanismo iniciativo que esta por trás das costas do governo mundial. Nesta lista daqueles, que não "foram tomados na viagem de pesca", estão a Igreja Ortodoxa Russa, os salafistas e os confucionistas vermelhos da China. Por outro lado uma os tariqahs sufis e uma parte externa da Ortodoxia (Athos) já estão integrados. Cerca de Cirilo, quando ele se tornou patriarca, era muita controvérsia. Alguém apontou para sua suposta proximidade ao Vaticano... No entanto, a situação política e religiosa no mundo é tal que o a Igreja Ortodoxa Russa não tem outra escolha a não ser apoiar o projeto da burocracia nacional. <...> Embora a política é uma coisa assim... Hoje no interesse do monoteísmo você aceita a ajuda dos yankes, e amanhã - do Comitê Central do PCC! Resumindo, podemos dizer que a visita do patriarca da Igreja Ortodoxa Russa para a China é desafio mais enfático para os Estados Unidos do que 100 "palestras de Munique" (de Putin)"
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O Oeste

...A essência do Ocidente não é outra coisa que o antropoteísmo no sentido imanente e muito concreto, este antropoteísmo por um lado encontrou sua expressão na antiga estética grega, por outro - na deificação dos imperadores romanos, que não é simbólica, mas é literal. O império virou uma forma política deste antropoteísmo. No império a casta dos sacerdotes - não importa quais tradições eles representam - foi empurrada do centro da tomada de decisões. Os sacerdotes em Roma foram marginalizados no fundo da classe militar. É aí onde reside o segredo da revolução religiosa que teve lugar no espaço imperial perto do século III. O nome do "profeta hebreu" (inimigo do sacerdócio pagão e de todos os tipos de seu impacto sobre o meio judaico) foi usado pelos sacerdotes de Mitras - e além de eles por todos os clérigos de Roma para reconstruir a sociedade europeia no espírito da pirâmide tradicional, com a igreja como um vértice. A chegada dos líderes germânicos que viraram os reis "cristãos" em lugar dos imperadores romanos foi um triunfo civilizatório do sacerdócio.

No entanto, a Igreja nunca conseguiu reconstruir completamente para si o Oeste, no sentido clássico tradicionalista. Geneticamente a humanidade europeia está ligada demasiado às práticas litúrgicas da destruição total e ira santa - rasgos específicos que caracterizam a classe de guerreiros, livre da autoridade dos sacerdotes e xamãs. Portanto, apesar dos melhores esforços dos pontífices, ordens monásticas e sacerdócio branco, a Europa voltou ao cedo antropoteísmo dos Caesars, derramando os córregos de seu sangue e de sangue de outros.

O valor total da violência, realizada pelos europeus durante 2000 anos do cristianismo, excede 2000 vezes a violência, implementada no resto do mundo, não excluindo a Genghis Khan! Somente durante a Guerra dos Trinta Anos na Europa Central foram destruídas praticamente todos os residentes e testemunhas dizem que se podia viajar por semanas no sul da Alemanha, sem encontrar outra alma viva.



Redacção de Eduardo Consolo dos Santos


вторник, 29 июля 2014 г.

As guerras civis não se acabam

As guerras civis não se acabam. Pode se dizer que a guerra civil russa de 1918 a 1922 se prolongou até o período das purgas dos anos 30 e logo se transformou na Grande Guerra Patriótica (uma parte dos brancos voltou, apoiando os nazistas). Com a queda da URSS o movimento branco foi reabilitado e virou bastante atual para a nova ideologia da Rússia neoliberal. Não obstante, esperamos que o povo russo consiga sintetizar os extremos dos brancos e vermelhos, embora seja muito complicado.

O conflito no Sudeste da Ucrânia não é menos perigoso do que a guerra civil do início de século XX.


Que perspectivas tem a guerra civil na Ucrânia?


Opcão A) Novoróssia [1.]

A encarnação da ideia do novo estado chamado Novoróssia. Para isso a rebelião de Donetsk e Lugansk tem que se expandir até as cidades chave como Odessa, Dnepropetrosk e Kharkov, onde a oposição política pró-Rússia foi exterminada pela inteligência de Kiev. Ao mesmo tempo vemos que até a liberdade para Donetsk e Lugansk custa muito. Para garantir a independência das repúblicas por agora autoproclamadas é necessâria a ajuda da Rússia: não se pode guerrear contra a artilharia pesada e os aviões de Kiev com os AK-47.

Então para realizar o sono da Novoróssia:

- precisamos de ajuda decisiva da Rússia: aviões, tanques, sistemas de DAA.
- precisamos da queda do governo pouco legítimo de Kiev, aliás, precisamos de um novo "Maidan" no contexto da degradação da economia ucraniana pela causa da "euro-integração" e destruição do claster industrial no Leste. O extermínio das povoações pacíficas no Leste da Ucrânia com o exército, mandado por Kiev, deve reduzir a legitimidade do governo fantoche de Kiev aos olhos das elites europeias.

Opção B) Prolongamento do conflito

Ela pode ser benéfica para o governo de Kiev, como justificativa do declínio nos padrões de vida. Também a prolongação é benéfica para a Rússia, porque de tal jeito a Rússia desapaixona aos radicais de Kiev na relação de uma possível agressão contra a Crimeia recém-reintegrada a Rússia.

Opção C) Traição da Novoróssia e reconhecimento da Crimeia

O rechaço da ideia da Novoróssia pode ser feito por Moscou a troca do status neutro da Ucránia e reconhecimento da Crimeia como parte da Rússia. Em certo sentido o projeto da Novoróssia é também perigoso para Moscou, não esqueçamos que o termo "a primavera russa" tem as origens estadunidenses (as demais primaveras dos últimos anos beneficiaram só aos EUA, nesse sentido o Kremlin tem medo da Novoróssia que não somente reconquista os territórios pro-Rússia de Kiev infectado pelo neonazismo, senão também pode virar uma base para a futura reconquista da Rússia dos oligarcas que seguem roubando o país [2.]). Faz pouco tempo "uma das torres" do Kremlin mandou a Novoróssia a um politólogo muito famoso na Rússia para difamar os heróis da resistência anti-Kiev e para semear as dúvidas entre os milicianos: assim, uma parte da elite russa manifestou seu medo de que a Novoróssia pode virar um "Maidan russo". Esse gesto de uma das torres do Kremlin foi muito animador para a quinta coluna na Rússia igual que para as elites ocidentais [3].

Opção D) Traição da Novoróssia e uma guerra pela Crimeia

Ultimamente na Rússia costumamos lembrar das palavras de Churchill dirigidas a Chamberlain depois do Munique: "Deveis escolher entre a vergonha e a guerra: escolhestes a vergonha e tereis a guerra". Assim o plano C) "Traição da Novoróssia" não leva diretamente ao reconhecimento da Crimeia, porque as palavras dos lideres da Ucrânia não custam nada, porque eles não mandam no seu país, ali manda o Serviço da Segurança, sobre a oficina da qual esta vibrando a bandeira dos EUA.

A agressão da Ucrânia contra a Crimeia não pode ser ignorada pela Rússia como o projeto da Novoróssia, obviamente essa guerra aberta dos EUA contra a Rússia vai minar a economia russa e as posições do grupo governante em Kremlin.


É muito perigosa a etnização do conflito:


Na etnização do conflito estão interessados só os radicais nacionalistas da Ucrânia e uma parte dos radicais nacionalistas russos. Não é produtiva a pratica de chamar aos militares ucranianos "ucros": não todos de eles são "ucranianos puros" (uma minoria russofóbica da Galícia, cuja consciência foi desenhada ainda pelos polacos e austríacos entre os séculos XIV a XX), muitos dos militares ucranianos e dos radicais neonazistas ucranianos são russos. A maioria esmagadora do povo da Ucrânia fala russo, por isso a etnização do conflito é perigosa, ela pode levar a criação da nação ucraniana, que nunca existiu! Por isso a guerra civil na Ucrânia trabalha antes de tudo para os EUA e também é muito desejada pelo nacionalismo ucraniano.

Se antes do conflito os nacionalistas ucranianos na realidade sonhavam apenas com a separação da Galícia do resto da Ucrânia pró-Rússia, agora eles sonham com o controle sobre toda a Ucrânia e com a conquista das regiões do sul da Rússia, criando assim a "Grande Ucrânia" tão sonhada por eles (ou seja, uma Ucrânia do Vístula ao Don e do Dnieper ao Kuban, extensão essa idealizada pelo georgiano filonazista Mikhail Tsulukidze na obra "Die Ukraine", escrita em 1939)! Por isso, a guerra civil na Ucrânia não deve ser prolongada e não deve ser cruel.

O estilo gentil da reintegração da Crimeia deve ser o estandarte das forças pró-Rússia.

É necessária a desnacionalização do conflito na Ucrânia. Os nacionalistas de ambos os lados trabalham nos interesses dos EUA. Tanto os radicais da direita ucraniana, como os da direita russa acham que a vassalagem dos EUA é melhor do que o protetorado oligárquico de Moscou. "Se a elite de Moscou investe e conserva seu dinheiro no Ocidente, manda a suas famílias a viver no Ocidente, então para que precisamos de tal elite intermediadora? Para melhorar o nível de vida na Rússia temos que trabalhar com Ocidente direito, sem intermediadores-cleptomaníacos do Kremlin!" Por isso a vassalagem aos EUA é preferível aos olhos desses elementos. Por isso os nacionalistas ucranianos estão a favor da Maidan russofóbico e os nacionalistas russos estão a favor de Maidan em Moscou e ao mesmo tempo a favor dos direitos dos russos na Ucrânia e por todas partes.

Entretanto é óbvio o absurdo dessa situação quando os nacionalistas russos e os ucranianos se matam no Leste da Ucrânia lutando por relações de vassalagem com os EUA, cimentando seus nacionalismos étnicos com o sangue derramado!


Em busca da reconciliação


Todos nós nos damos conta da guerra de propagandas. Segundo a média ucraniana 47 ativistas pró-Rússia se autoincendiaram em Odessa e não foram queimados vivos pelos radicais neonazistas, muita gente morreu na praça central de Lugansk não no resultado de um bombardeio de avião do exército ucraniano senão porque se explodiu um ar acondicionado, etc. A média russa também não é 100% pura: por exemplo, faz pouco mostraram a uma mulher que afirmava ver como os radicais da Guardia Nacional da Ucrânia crucificaram a uma criança em Slaviansk (todos viram que a mulher era muito estressada e quase louca, mas o canal não deu nenhum comentârio, como se as afirmações da mulher fossem "Sapienti Sat"). Não comentamos aqui as bobagens legendárias da porta-voz de Departamento de Estado dos EUA Jen Pskai.

Mas queremos repetir que o estilo da Rússia deve ser sumamente gentil e impecâvel. A propaganda deve ser baseada nos princípios extra-étnicos: não se trata dos ucranianos ocidentais, fanáticos de colaboracionista de Hitler Stefan Bandera, que guerream contra os imperialistas russos. Se trata de um conflito interino entre os oligarcas de Donetsk e os de Dnepropetrovsk, amplificado pelos EUA até uma guerra civil pelos projetos de futuro desse territorio.

É necessário insistir que os ucranianos e os russos se não são um só povo, pelo menos são povos irmãos e não faz nenhum sentido a aniquilação mútua nos interesses dos oligarcas e os EUA. Os milicianos guerreiam pela independência da gente pró-Rússia, que historicamente não tem a ver com a "Ucrânia", eles guerreiam contra os oligarcas (seus exércitos privados, Guarda Nacional, formada pelos fanáticos neonazistas e o Exército Regular, que virou um refém coletivo da junta de Kiev).

A propaganda coerente pode ajudar a gente entender o sentido dessa guerra, mas os resultados dela dependem apenas do Kremlin e da Casa Branca.

Achamos que uma "revolução desde arriva" no Kremlin poderia neutralizar esse conflito na Ucrânia tão desvantajoso para a Rússia. O grupo governante deve passar para o lado do povo, chegou a hora de purgar as elites. Assim tanto os nacionalistas ucranianos como os russos perderiam seus argumentos. Enquanto no centro do "mundo russo" se encontra o iate de Abramovich, não faz sentido sonhar com o renascimento russo.

1. A Novorossiya, aliás, a Nova Rússia, é uma região do norte do Mar Negro, conquistada pela Rússia durante as guerras contra a Turquia no final do século XVIII, no reinado de Catarina a Grande (r. 1762 – 1796). Até agora são territórios da Ucrânia menos infectados pelo neonazismo ucraniano, mais pró-Rússia, são regiões mais industrializadas, que geram a maior parte do PIB da Ucrânia e ao mesmo tempo são as regiões mais marginalizadas e satanizadas pelas elites de Kiev durante os últimos 20 anos.

2. http://guiademoscou.blogspot.ru/2014/05/neonazistas-legitimados-na-ucrania.html

3. http://globalvoicesonline.org/2014/07/09/russias-armchair-warrior-turns-on-ukraines-rebel-leader/

среда, 16 июля 2014 г.

Moscow private day tours in Spanish and Portuguese

Come and hurry to visit the Third Rome! Russia is getting stronger, and it's time to shake the invisible hand of the Kremlin or at least look into the abyss of the Russian world.

Our company works with Spanish and Portuguese speaking tourists (Portugal, Spain, all of Latin America). We are accredited by the Moscow Association of Guides and Tour Managers (see an example of our guide's accreditation), we all have many years of experience and can show an original view of the city.

Our mission is to show Moscow without the stamps and yellowness, it does not mean that we ignore the "black myths", but we try not to lose the true identity of the city.

Under TripAdvisor standards we would like to offer a private one day tour "Moscow Top Secrets":

- Usually the tour starts in the morning at around 10.00
- Meeting point is Tverskaya Square, near the monument of Yuri Dolgorukiy, the founder of Moscow.
- The tour duration is 4 hours, during which our tourists take a ride in our time machine, visiting Red Square, the Cathedral of Christ the Saviour, the Novodevichy Convent, the Sparrow Hills and the Victory Park on Poklonnaya Hill.

You are welcome to visit our website in Spanish -

or our page in Portuguese -

четверг, 12 июня 2014 г.

Maidan ou Horda?

Enquanto na praça central de Lugansk os aviões de guerra do exército ucraniano matavam aos civis com os cohetes não dirigidos (confirmado pela OSCE), no Centro Sakharov de Moscou [1] foi realizada a conferência "Maidan ou Horda?" [2], onde os liberais, nacionalistas e certos islamitas russos aplaudiram os crimes de guerra de Kiev. 
Conforme a estrela principal do ”aquelarre”, escritor Alexei Shiropaev (nacionalista étnico, torcedor do colaboracionismo de Andrei Vlásov [3]) a verdadeira Rússia é a Ucrânia atual, quando a Rússia atual é só um usurpador do nome orgulhoso "Rus’".

A Rus’ do Nordeste, já na etapa de mudança de sua capital de Kiev para Vladímir caiu para fora da tradição "democrática" de Kiev-Novgorod. Para Alexei Shiropaev o primeiro tsar autocrata da Rus’ de Nordoste Andrei, que ama a Deus, rompendo com o parlamentarismo oligárquico de Kiev e Novgorod, virou também o primeiro mongol-judeo-bolchevique antes dos mongóis e antes dos "judeo-comunistas" [4].

"Andrei, que ama a Deus é o primeiro inimigo do Maidan", - proclama Alexei Shiropaev. Se os radicais neonazistas bramam em Odessa depois de ter queimado vivos quase 100 ativistas pró-Rússia: "Putin é piroca!", Alexei Shiropaev lhes apoia desde o Centro Sakharov de Moscou: "Já Andrei, que ama a Deus também foi o mesmo piroca!"

A "Horda" para os nacionalistas, neonazistas, liberais e esquerdistas é o estatismo da Rus’ de Vladimir, cimentado no período dos mongóis, que perdura na Rússia até hoje. 

"O tsarismo de Moscou é uma mutação monstruosa da Rus’ de Kiev, que conduziu à perda total das qualidades originais", - disse Alexei Shiropaev. - Quando "Maidan" é um teste universal da russidade". 

Não comentamos aqui que a mesma palavra "Maidan" é de origem árabe, igual que os penteados e uniformes teatrais dos cossacos travestis de Maidan de hoje [5], que se supõe que são os verdadeiros russos, foram copiados das modas da Turquia medieval.

Alexei Shiropaev é um falsificador banal da história, narrador de contos de fadas para os skinheads. Já escrevemos antes, como os nacionalistas étnicos russos sonham com o status do protetorado oficial dos EUA ou pelo menos um estado nacional tipo República Tcheca ou a Estônia [6].

"A Rússia <Horda> é nosso inimigo, a isso se reduz todo nosso programa político", - expressou o credo dos liberais e etno-nacionalistas o filosofo Mikhail Verbitski.

Ideologema de "Horda"

A palavra "Horda" está carregada negativamente tanto para a maioria dos russófilos como para os russófobos. Conforme ao dicionário online de português: "horda" significa: 1) tribo tártara, 2) povo nômade, 3) bando de pessoas indisciplinadas, de malfeitores". No discurso científico "horda" é "arcaização e regresso, ocupação e saque, etc." 

A invasão do fascismo pan-europeu no tempo da Grande Guerra Patriótica na retórica soviética foi comparada com a ocupação das hordas dos mongóis.


Mas os fascistas também demonizavam aos russos, incriminando-lhes a maldição do sangue mongol. Alfred Rosenberg, ideólogo principal do nacional-socialismo alemão, expõe em sua obra "O Mito do Século XX" esta ideologema de "Horda": "Outrora a Rússia foi fundada pelos vikings, elementos germânicos erradicaram o caos da estepe russa e pressionaram aos habitantes dentro de formas estatais possibilitadoras de cultura [7]. Este rol do sangue viking em extinção o retomaram mais tarde as Hansas alemães e em geral os imigrantes ocidentais à Rússia; na época desde Pedro o Grande os bálticos alemães, para o inicio do século XX - os povos bálticos, também fortemente germanizados [8]. Mas baixo a camada superior portadora da cultura na Rússia sempre cochilava a ânsia por uma ilimitada expansão, a vontade impetuosa de pisotear todas as formas de vida, sentidas como simples barreiras. O sangue misturado com o mongol entrava em ebulição em todos os choques da vida russa, mesmo em forte diluição, e arrastava aos homens a ações que ao próprio indivíduo, muitas vezes lhe tenham parecido incompreensíveis. Esta inversão repentina de todos os sinais éticos e sociais que retomam continuamente na vida russa e na literatura russa (de Chaadaiev a Dostoievski e Gorki) são uma indicação de que as correntes sanguíneas inimigas lutam umas contra outras e que essa luta não vai acabar antes de que uma força de sangue triunfe sobre a outra. O bolchevismo significa a rebelião do mongolóide contra as formas culturais nórdicas, é o desejo pela estepe, é o ódio do nômade contra a raiz da personalidade,significa a tentativa de livrar-se da Europa em si.

A raça báltica-oriental, dotada de muitos dons poéticos, resulta - ao estar impregnada do sangue mongol - barro, dúctil nas mãos dos condutores nórdicos ou de tiranos judeus e mongóis. Ela canta e dança, mas assassina e solta sua fúria ao mesmo tempo; é devotamente fiel, mas quebrando em formas relaxadas, desenfreadamente traiçoeira. Até que é forçada dentro de novas formas, embora sejam da natureza tirânica". 

Os nazistas em sua propaganda eram muito mais claros do que seus discípulos liberais de hoje. A Ucrânia (Maidan) "canta e dança", enquanto a Rússia (Horda) "assassina e solta sua fúria, livrando-se da Europa em si". 

Os fascistas não eram os pioneiros, culpando à Rússia no asiatismo hordáico: os paralelos semelhantes são uma ideia fixe da russofobia europeia: em qualquer de suas variantes, seja o tsarismo de Ivã o Temível, o império de Pedro o Grande, a URSS de Iosif Stalin, a Rússia sempre fica a sucessora da Horda de Ouro, doente cronicamente de "asiatismo". 

Com isso a Horda de Ouro é um conceito convencional, um clichê ideológico, que geralmente significa uma inversão absoluta do Ocidente.


Por exemplo, para os liberais de hoje, a Rússia atual, a URSS, o império dos Romanov, o tsarismo de Moscou são a Horda de Ouro, pela falta de paradas gay, ou seja pela falta de assim chamada sociedade civil e o mercado. Quando "as instituições de Horda" estão enraizados muito profundo: a supremacia da propriedade estatal, a imobilidade do poder, o coletivismo, etc. 

Conforme aos etno-nacionalistas na Rússia de hoje igual que na época de Horda de Ouro os grupos de oligarcas locais oprimem o povo russo com apoio das máfias étnicas dos chechenos, dagestanêses, tártaros, etc. Igual que na URSS os grupos internacionais oprimiam aos russos com apoio das elites asiáticas e judaicas. Igual que antes da URSS os Romanov oprimiam aos russos com apoio dos castigadores-cossacos e funcionários alemães e antes dos Romanov, os tsares russos oprimiam aos russos com apoio dos mongóis. 

A demonização da "horda" pelos russófobos estrangeiros e os liberais e etno-nacionalistas russos leva ao fenómeno de que aparecem os ideólogos que até negam o fato histórico do jugo dos mongóis ou vem nele somente o lado positivo (os euroasistas de Alexandr Dugin até chegam ao culto do barão sádico Ungern von Sternberg [9]) 

"Horda" de fato 

Sem dúvidas o período da invasão mongol foi um período da ocupação, mas os mongóis não realizaram na Rússia um genocídio como na China. Ao mesmo tempo o Império Mongol não somente passou à Rússia suas superavançadas tecnologias de guerra, mas também os mongóis trouxeram para a Rússia a cultura estadista da conquistada por eles China: centralização, a severa disciplina dos funcionários, destruição da influência de nobreza tribal, meritocracia, pagamento de impostos através da responsabilidade mútua, etc. A administração na Rússia no período da Horda de Oura estava na altura, que seria possível na Europa somente no tempo de Napoleão. A China nesse tempo tem superioridade cultural absoluta sobre Europa: é importante que eram os europeus que sempre procuravam conquistar o Leste, enquanto as civilizações do Leste não tinham muitas ganas de ir para Europa. 


Repetimos que a Horda virou o condutor da modernização chinesa da Rússia. Nesse período a Rússia apreende as tecnologias chinesas de fundição de ferro, de produção de pólvora, de uso do arado chinês, etc. Copiamos a roupa chinesa (o famoso gorro "ushanka" e botas de feltro), técnicas decorativas, construção de casas com armações, etc. Da China foi trazido para a Rússia o ábaco, que vai migrar da Rússia para Europa só uns século mais tarde. 

Ao mesmo tempo a conquista da Rússia provocava uma constante resistência e para o século XIV já eram os russos que administravam os impostos no país e não os mongóis como na primeira etapa da conquista. Reconhecendo o poder dos mongóis os russos recuperaram o país e superaram a Horda de Ouro.

Por certo a cultura persa também veio a Rússia no contexto da Horda de Ouro. Pérsia e China são grandes civilizações antigas, que superavam Europa em seu tempo, não se pode comparar o estado atual dos países asiáticos com seu estado na Idade Média - é a mesma coisa que comparar os italianos de hoje com os romanos do Império de Roma. Não temos que ver nada mal nas modernizações da Rússia ao estilo chinês e persa na época dos séculos XIII-XV. Além disso, não se pode reduzir a história da Rússia ao período de horda: na época de Ivã o Temível o país se orientou à experiência da Turquia, no período de Pedro o Grande copiamos a modernização da Holanda, Nikolai I copiava a experiência da Prússia, os soviéticos aceitaram muitos elementos da industrialização americana. 

Ideologema de Maidan 

Conforme o mito histórico de Maidan - os fronteiriços Novgorod e Kiev supostamente foram menos infectados pelo "asiatismo" e, portanto, eles conseguiram conservar sua "genética europeia" (normando-bizantina ou alemã, como lhe gostaria crer a Rosenberg) no maior grau. É por isso é que a Ucrânia não é a Rússia, quando a Rússia é um mutante sino-irano-mongol. 

O herói principal desse ideologema é o príncipe Daniel Romanovich da Galícia (periferia ocidental da Rússia), que a diferencia do príncipe de Vladímir (o centro da Rússia) Alexandr Nevsky desafiou a Horda de Ouro e no resultado como creem os neonazistas ucranianos e seus simpatizantes Daniel Romanovich conservasse melhor a "verdadeira russidade". Essa "verdadeira russidade" se manifestou na traição de hetman Ivã Mazepa a Pedro o Grande, na resistência branca, pagada pelos alemães, aos bolcheviques, no colaboracionismo de Stefan Bandera com os nazistas alemães e na orientação atual de Kiev para a UE. 

Maidan de fato

É verdade que ao contrário de Alexander Nevski, Daniel Romanovich tinha uma posição geopolítica muito mais favorável e podia opor certa resistência à Horda de Ouro. Mas como é bem conhecido, sua resistência ficou sem sentido na prática: ao final das contas Daniel Romanovich foi subordinado pelo general mongol Burundai. Não lhe ajudou a coroa recebida de mãos do Papa de Roma, quando o dano sofrido pelo território da Galícia-Volínia foi significativamente maior do que o dano sofrido pela Rus’ do Nordeste (de Vladimir). Com isso o principado de Galicia-Volínia perdeu sua independência, dissolvido na Lituânia e Polônia, continuando pagar o tributo à Horda de Ouro e mais tarde ao Khanato de Crimeia.

No resultado da aventura de Daniel Romanovich seu prinicipado perdeu a identidade russa (aceitando o catolicismo), perdeu a independência e desapareceu para sempre da história. Quando no resultado da política de Alexandr Nevski a Rus’ de Vladímir superou a Horda de Ouro e se transformou na Rus’ de Moscou. Por que Alexandr Nevskiï não passou pelo caminho de Daniel Romanovich? Porque depois da batalha no rio Neva ele entendia que o "Ocidente" no plano militar não era um aliado sério, quando as consequências de sua ajuda temporal poderiam ser destrutivas para a Rússia. Como sabemos hoje ele tinha toda a razão. 

Por causa da aventura de Daniel Romanovich as periferias do Sul da Rússia viraram um polígono milenário para as inteligências ocidentais, lutando contra a Rússia. Heróis de Maidan é um panóptico dos traidores, que até se nos supomos que tenham algum sono de independência, na realidade sempre vendem seu povo à Polônia com Lituânia (Daniel Romanovich), ou à Polônia com Suécia (hetman Ivã Mazepa), ou à Alemanha (Stefan Bandera), ou aos EUA, como a elite atual da Ucrânia.

O projeto pós-soviético da nação ucraniana não tem nenhum programa positivo e se constrói só sobre a negação da "russidade", na realidade sobre a russofobia. Os russos não sentiram nada salvo a piedade aos radicais ucranianos, fanatizados pelo mito de Maidan.


A pergunta "Maidan ou Horda" não é correta, a pergunta é "Europa e sua encarnação mais radical - EUA ou a Rússia", desaparecimento ou conservação histórica. 




5. a mesma palavra "cossaco" é de origem tártara, igual que o famoso grito "hurrá" dos militares russos. Os primeiros cossacos eram os tártaros que passaram para o lado dos russos e serviam de guardas de fronteiras. Esse termo nunca teve na Rússia uma conotação étnica, os cossacos eram um estrato social: ao abandonar o serviço de guarda de fronteira (nas "ucrânias" (periferias) da Rússia no Sul (a Ucrânia atual) ou nas "ucrânias" da Rússia do Leste (o Cazaquistão atual) os cossacos deixavam de ser os cossacos).
7. É uma visão ultra simplista, olhem o contexto do inicio da Rússia:
8. O próprio Rosenberg era cidadão do Império Russo, nasceu em Reval (Tallinn), na atual Estônia, que era parte do Império Russo naquele tempo. 

вторник, 10 июня 2014 г.

na Ucrânia assistimos uma agressão do $ contra o €

- O que quer o grupo governante dos EUA na Ucrânia?

1) Destruir o mercado energético da Europa para ligar o Velho Continente a seus projetos energéticos de produção de gás de xisto [1]

2) Por um cordão sanitário entre a UE e a Rússia, isolando os sócios e dividindo a Europa (o cordão sanitário da Rússia está formado pelos países do Leste da Europa, os servos mais fogosos dos EUA) [2]. Para isolar a Rússia no sul se desenha outro cordão formado pelos países como Turquia, Geórgia, Azerbaijão e em perspectiva: Kazaquistão, Uzbequistão, Kirguistão, Turquemenistão e Tajiquistão). Em outras palavras, “exumar” e ampliar os Planos Intermarium e Prometeu, idealizados pelo ditador polonês Jozéf Piłsudski nos anos 1920 (o primeiro parcialmente realizado com a entrada dos países bálticos e da Polônia na OTAN a partir de 1999 e o segundo parcialmente realizado em 1991 com a desintegração da União Soviética), assim como do “Cordon Sanitarie” de Georges Clemenceau, feito logo após a Guerra Civil Russa.

A tarefa principal dos EUA por agora é enfraquecer a Rússia, ganhar o mercado da UE e conservar seu protetorado sobre a UE (a famosa frase da diplomata americana Victoria Nuland "Fuck the EU" expressa muito claro a política dos EUA em relação a Europa: não esqueçamos que a UE está ocupada pelas tropas dos EUA).

As ferramentas principais dos EUA são um clássico golpe de estado (Maidan, protagonizado pelos liberais e neonazistas) e uma junta das forças pró-EE.UU. [3.]

Com isso não importa se a Ucrânia vire uma nova Somália ("campo selvagem" que exporta a instabilidade), um novo Kosovo (narcoestado e uma base de OTAN) ou uma Bulgária (economicamente destruída e privada de sua soberania).

Provavelmente a Ucrânia conforme os EUA seria uma síntese de todas essas opções.


- O que quer o grupo governante da UE na Ucrânia?


1) Conservar o mercado energético europeu (não coincidem nisso com os EUA), talvez, baixar um pouco os preços de gás russo, suspendendo temporalmente o projeto de gasoduto "South Stream".

2) A UE precisa de uma Ucrânia relativamente viável, que não seria nem um narco estado, nem uma nova Somália (isso vai prejudicar a UE diretamente!).

3) A UE quer obter na Ucrânia um novo mercado de 45 milhões de consumidores para seus produtos.

4) Também a Ucrânia pode virar uma saída para o mercado de 145 milhões dos consumidores russos (a Ucrânia como um país de trânsito de produtos europeus para a Rússia).

5) Vemos que os europeus não estão interessados na destruição da Ucrânia: os idiotas úteis ucranianos tem que trabalhar em algum lugar para pagar os créditos europeus (os créditos não podem ser pagado somente com a prostituição das mulheres), etc. E aqueles que vão perder seu trabalho serão recrutados num exército de fura-greves para o caso de manifestações dos filisteus europeus decepcionados pela perda de seu estado de bem-estar social.


- O que quer o grupo governante da Rússia?


1) Conservar o mercado energético europeu (coincide nisso com a UE). Esse negócio dá a Rússia as opções para reindustrializar sua economia.

2) Conservar uma Ucrânia relativamente viável, que não seria nem um narco estado, nem uma nova Somália (coincide nisso com a UE). Isso significa em primeiro lugar conservar a cooperação russo-ucraniana na indústria militar, falamos das fábricas de Novorossiya, da parte pró-Rússia da Ucrânia, que pode virar a primeira vítima da política da junta pró-EE.UU. na Ucrânia, da mesma forma com que aconteceu na Croácia nos anos 1990 com a região de Krajina, até então o grande reduto pró-Iugoslávia do país.

3) Para conservar uma Ucrânia relativamente viável precisamos da federalização da Ucrânia (uma garantia de sobrevivência da Novorossiya [4]). A reincorporação da Novorossiya é desejada, mas não é possível atualmente, porque a Rússia mesma ainda não representa um modelo a seguir para 100% da população das regiões da Novorossiya.

A Rússia agora tem que ganhar o tempo para que os EUA vão embora, estrangulados por sua dívida interna. Para que na Europa vão embora as elites atlantistas, que arriscam as vidas dos europeus pelos interesses dos EUA: já vemos que nas eleições para o Parlamento Europeu ganha a "nova direita" pró-Rússia (a exemplo do Front National na França e do Jobbik na Hungria). Também precisamos de tempo para mobilizar dentro da Rússia nossa própria economia e sociedade, deprimidas pelo cinismo das corruptas elites oligárquicas.

Obviamente na Ucrânia assistimos uma guerra do dólar dos EUA contra o euro da UE, é uma luta pela Europa entre os EUA e nova família dos países rebeldes: BRICSA. 


Um compromisso para a Rússia e a UE poderia ser a recreação da Novorossiya pelo menos no marco de uma Ucrânia Federalizada, mas obviamente isso não convém ao dono do mundo - aos EUA e esse rejeito já foi denunciado por sua marionete - presidente Poroshenko.


1. http://www.diarioliberdade.org/artigos-em-destaque/408-direitos-nacionais-e-imperialismo/48432-o-filho-de-joe-biden,-vicepresidente-dos-eua,-novo-diretor-de-uma-empresa-petroleira-ucraniana.html

2. http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_06_09/Uniao-Europeia-utiliza-novos-membros-comunitarios-na-luta-contra-Russia-9074/

3. http://guiademoscou.blogspot.ru/2014/03/dividir-ucrania-para-conquistar-russia.html

4. A Novorossiya, aliás, a Nova Rússia, é uma região do norte do Mar Negro, conquistada pela Rússia durante as guerras contra a Turquia no final do século XVIII, no reinado de Catarina a Grande (r. 1762 – 1796). Até agora são territórios da Ucrânia menos infectados pelo neonazismo ucraniano, mais pró- Rússia, são regiões mais industrializadas, que geram a maior parte do PIB da Ucrânia e ao mesmo tempo são as regiões mais marginalizadas e satanizadas pelas elites de Kiev durante os últimos 20 anos.

Redacção de Eduardo Consolo dos Santos

Crimeia e Donbass: éxito e fracasso?


O caso da Crimeia

bandeira da República de Crimeia
A reintegração da Crimeia foi realizada como uma operação modelo. "Falam de intervenção russa na Crimeia, de uma agressão. É estranho escutar isso, - disse o presidente da Rússia Vladimir Putin (os radicais ucranianos o chamariam "o khan de hordas euroasiáticas"). – Não lembro na história de nem um só caso no qual uma intervenção tenha sido realizada sem um só disparo e sem vítimas".

A reintegração da Crimeia é aceita positivamente pela maioria dos russos, até pela maior parte dos opositores ao regime de Putin: dos libertarianos até os nacional-bolcheviques. Histórica, ética e juridicamente essa reunificação da Rússia é impecável.

Os fatores que ajudaram a essa reintegração pacífica:

- Interesse vital do Kremlin de conservar sua presência no Mar Negro

- Esmagadora orientação pró-Rússia do povo da Crimeia.

- Ausência do fator oligárquico na Crimeia (ninguém na Crimeia esta orientado às elites corruptas de Kiev, acostumadas a chantagear tanto à Rússia como à UE).

- Presença das tropas russas conforme o acordo com a Ucrânia, que puderam prever os atentados de neonazistas como em Odesa, 2 de Maio de 2014.

Queremos dar palavra ao poeta Andreï Poliakov, antissoviético e nacional-democrata, frequentemente convidado para os jornais de hipsters, morador da Crimeia (Simferopol), que deveria estar ao lado dos golpistas pró-EE.UU:

"Eu tenho que dizer, que eu nunсa em minha vida vi tal euforia, tal sentimento de festa, explosão de emoções, quando no tempo do referendo faz 2 meses. <...>. Isso foi uma euforia absoluta! Eu lembro naqueles dias eu peguei a gripe, eu tinha uma febre de 39 graus, mas embora a febre eu fui votar. Haviam pessoas ao meu redor, muitas bandeiras, muita gente. Votei naturalmente por integração com a Rússia. Logo eu mal voltei a casa... Mas eu tinha que fazer isso, porque eu não poderia não fazer isso, por assim dizer. Isso foi um ato existencial, não um ato político. Eu percebi que este meu carrapato, naturalmente, não mudaria nada, mas eu tive que dar este passo, foi importante para me entregar meu voto. Isso era um movimento existencial. <...>. A gente mudou de certa forma. A gente se concentrou, se tornou gentil, sorriente, alegre. Eu lembro de fatos cotidianos, que pareсem ser inventados... Por exemplo, eu passo pelo monumento a Bogdan Khmelnitsky, e há flores ali. Eu não sei, talvez tenha sido algum tipo de oferendas rituais, pode ter sido algum tipo de motim. Mas não havia muitas flores, parece, foi alguém que as trouxe. E no monumento está escrito: "Com a Rússia para sempre". E deste monumento se aproxima uma mulher, uma jovem mãe com sua filha. A mãe disse alguma coisa para ela, apontando para o monumento, explicando, e a criança começa a gritar: "Rússia! Rússia!". Isso não é um quadro inventado. O povo mudou de certa forma. Nós, na verdade, estavamos à beira de um abismo. Ficamos parados na beira da terrível sangue. <...> E nós só seguramos na borda do penhasco. E o fato de que voltamos à Rússia tão suavemente, "eco-friendly" - é uma grande alegria! <...> A maioria das pessoas olham para a Ucrânia com horror".


O caso das Repúblicas Autoproclamadas de Donetsk e Lugansk


bandeira da Novoróssia
Todas as pessoas não indiferentes sabem que a Ucrânia durante os últimos 2 meses está em guerra civil, o exército da Ucrânia golpista, sob pressão da Guarda Nacional, luta contra o povo das províncias de Donetsk e Lugansk, que proclamaram sua independência do governo golpista de Kiev.

Para Kiev e seus patrões dos EUA a gente das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk são separatistas e/ou terroristas. Para o povo das repúblicas autoproclamadas o governo atual de Kiev é ilegítimo: a mitade dos ministros são neonazistas dos partidos mais radicais, o presidente, cuja eleição é questionável é um oligarca, a Guarda Nacional, que serve como tropas de barreira para o Exército, também está formada pelos neonazistas. Os altos mandos do governo de Kiev mais de uma vez insultaram a gente do Sudeste do país, manifestando seu desprezo e odio: "Prometam-lhes qualquer coisa, e depois os vamos enforcar" (palavras de vice-governador de Dniepropetrovsk, Boris Filatov).

Todo o mundo viu o vídeo de uma mulher de Lugansk desmembrada por um bombardeio de avião militar do exército ucraniano. Cada dia o novo governo de Kiev aumenta sua lista de crimes de guerra:

- bombardeio do povo pacífico de aviões de guerra com os foguetes não dirigidos [1]

- fogo massivo contra as cidades de lança-foguetes múltiplos tipo GRAD [2]

- sequestro e assassinato de jornalistas [3]

- assassinato dos combatentes feridos e medicos em hospitais [4]

- tentativas de envenenamento dos rios e destruição de infraestrutura vital (hospitais, jardins de infância, etc.)

- bloqueo das cidades (Donetsk e Lugansk ja não tem suficientes medicamentos, produtos, etc.)

Resultado de crimes de guerra das marionetes dos EUA na Ucrânia são milhares dos refugiados que correm das províncias atacadas pelo exército para a Rússia e para outras províncias da Ucrânia [5.].

A rebelião de duas províncias do Leste é muito perigosa para Kiev: essas províncias pró-Rússia são as regiões mais industrializadas do país, que geram a maior parte do PIB da Ucrânia.

Além disso, no caso da vitória dessas repúblicas autoproclamadas as demais províncias do Sudeste podem se rebelar contra Kiev, que virou um governo dos oligarcas e fanáticos, dirigidos desde os EUA em interesses dos EUA (destruição do mercado energético da UE, isolamento da Rússia, "somalização" da Ucrânia, exumação do Plano Intermarium).


Também é importante que ideologicamente está ficando muito atual o projeto de Novorossiya (ou seja Nova Rússia), são territórios pró-Rússia da Ucrânia atual, que historicamente eram partes da Rússia (entraram na Ucrânia pelo voluntarismo marxista dos governos soviéticos e agora se sentem confusos), estão povoados por gente etnicamente russa, que ainda não é tão infectada pelas ideias russofóbicas. Como o nível de vida na Ucrânia pós-golpe vai deteriorar (igual que isso passou nos países bálticos ou Bulgária depois da perda de sua soberania no marco da UE), a gente dos territórios de antiga Novorossiya terão cada vez mais ressentimento e mais motivos para separação da Ucrânia. Além de isso depois do atentado em Odesa para muitos russos e ucranianos antiga "Ucrânia" ja se acabou, eles não reconhecem o novo estado neonazista, vassalo dos EUA e não querem viver em esse país.

Ao mesmo tempo pese a resistência heróica e rensсimento da ideia de Nova Rússia as repúblicas autoproclamadas ainda não dão certo!

- a rebelião não tem apoio da Rússia: presidente Vladimir Putin apelou a adiamento dos referendums por independência de Kiev [6], quando justo naquele tempo havia lacunas da legitimidade de Kiev que justificaram essas manifestações de vontade dos povos fartos de linguicídio (assimilação por lingua) e ucrainização forçada.

- no leste da Ucrânia é muito sensível o fator oligárquico: as províncias rebeldes sofrem mais com o exército privado do oligarca Igor Kolomoiski, posto por Kiev como governador de Dnepropetrovsk, do que do exército regular da Ucrânia, que não quer guerrear e se rende em massa. 

Além disso, alguns oligarcas como Rinat Akhmetov apoiam certas formações militares das repúblicas autoproclamadas e resulta que enquanto os idealistas pró-Rússia guerream exitosamente na frente, os demais não fazem nada na traseira, esperando o tempo quando eles possam vender sua resistência mais caro!

- É possível que os líderes da rebelião tenham falhado esperando em vão a ajuda do Kremlin. Seu plano era involucrar o Kremlin no conflito para ativar os processos da mobilização dentro da própria Rússia, que ficaria isolada no resultado de sua "agressão" contra a Ucrânia desestabilizada pelos EE.UU. Mas o grupo governante de Putin tem medo de perder o mercado energético da UE, eles não tem muita iniciativa, preferindo o jogo de defesa.

É curioso que os milicianos das províncias rebeldes estão dirigidos pela "literatura patriótica russa". O comandante que tem mais autoridade é um poeta e fã de recreações históricas Igor Strelkov (ministro da defesa da República Popular de Donetsk), seu braço direito é um escritor fantasta, coronel de tropas de DAA, Fiodor Berezin, entre os voluntários da Rússia (são uns 10% das milícias) estão os discípulos do escritor clássico Eduard Limonov, líder do Partido Nacional-Bolchevique (proibido pelo grupo de Putin).

- Enquanto um punhado dos românticos já mais de dois meses sem nenhuma ajuda do Kremlin guerreia exitosamente contra todo o exército da Ucrânia (consultado pelos militares de OTAN, financiado pelos créditos dos EUA, reforçado pelos mercenários de todas partes), as elites da República Popular de Donetsk perdem sua fraca legitimidade sem conseguir o controle operativo sobre a região (basta dizer que as provincias rebeldes continuam pagando 70-80% dos impostos para Kiev). Pese a referendum que disse "sim" a independência de Kiev, os grupos governantes das repúblicas autoproclamadas não estão consolidados e não conseguiram firmar um "contrato social" com o povo das repúblicas autoproclamadas. A gente (o povo) não quer fazer muito para sua independência, esperando que os russos lhes ajudem como a Rússia ajudou a Crimeia. 

Sem urgente ajuda da Rússia (militar, organizacional, financeira) a rebelião anti- golpe está fadada ao fracasso. Os jornalistas ganharão seu dinheiro e glória ("eu estive aí!"), os lideres vão ser evacuados para a Rússia ou Bielorrússia e milhares dos românticos pró-Rússia e locais pacíficos ficaram para sempre nas listas dos desaparecidos, liquidados pelos radicais neonazistas.

"Aquela ajuda, que vem da Rússia agora, foi necessária um mês atrás, quando ela pôde trazer um grande sucesso. Agora esse apoio dos voluntários mal nos ajuda ficar em pé, mas sem chance de virar o jogo a nosso favor. <...> Precisamos da ajuda da Rússia como do ar!" - escreve em seu informe de dia 8 de junho comandante Igor Strelkov.

Mas para a Rússia o custo de tal ajuda é o projeto de gasoduto "South Stream" [7]. É possível que o grupo de Putin vá trair essa rebelião pró-Rússia e 10 milhões de russos na Ucrânia se tornarão gente de 2ª classe como os russos nos países bálticos.

gasoduto russo South Stream e sua alternativa ocidental "Nabucco"
Fontes de informações:

1. http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2746941&Itemid=1

2. http://www.diariodarussia.com.br/internacional/noticias/2014/06/08/recomecam-os-combates-no-leste-da-ucrania/

3. http://actualidad.rt.com/actualidad/view/130384-ucrania-desaparecer-periodistas-rusos-guardia-nacional-requisar

4. http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/exercito_assassina_milicianos_hospitalizados

5. http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/milhares-de-ucranianos-cruzaram-fronteira-diz-medvedev

6. http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3849439

7. http://pt.euronews.com/2014/06/09/bulgaria-suspende-construcao-do-gasoduto-south-stream/

Redacção de Eduardo Consolo dos Santos